12 de maio de 2009

Educação Física

Eu me sentia engaiolado.
O céu branco-azulado parecia se camuflar
à rede superior da quadra;
por acaso, toda a quadra era também azul.
Eu me sentava sozinho, num canto.
A advertência tinha me advertido.
Todos estavam jogando, pulando,
roçando, rosnando, em espiral.
Todos borrados.

Para mim, pelo menos, a situação não parecia tão boa.
A prova disso veio a seguir, quando,
em um espaço de vinte minutos apenas,
três fatalidades sucederam: um pé torcido,
uma picada de abelha, um desmaio.
Levantei-me, virei e ajudei;
nesse tempo a aula parou,
para recomeçar poucos minutos depois.
Em pouco tempo resolveu-se a situação.

Os que jogavam voltaram a jogar;
eu, de bobo sentado - o escritor - voltei a escrever.
Todos estavam jogando, pulando,
roçando, rosnando, em espiral.
Todos borrados.

Agora, porém, estavam sem vontade, é verdade;
mas não deixavam de estar jogando, pulando,
roçando, rosnando, em espiral.
Todos borrados.
Eu, sentado, olhava. Olhava e questionava.
Continuava a me sentir engaiolado.

3 comentários:

Anônimo disse...

ficoou muuito foda xoãao ,

Duda Rodrigues disse...

hauhauahuh, meeuu deus, voce nos escrebeu como se fossemos cachorros née ? roçando, coçando, mas tudp bem. muiito shooow.

Rose disse...

que lindo.....que sensibilidade vc está demonstrando aqui...te amo bjssss