14 de março de 2011

Revolução Cósmica

O sol já não mais se chama sol. Chamam-lhe Vênus em prol de acontecimentos muitos em que a pouco o sol explodira-se e deixara suas chamas a Vênus, que em certo modo já era estrela – embora planeta no sistema, da Terra era vista como estrela, o Sujeito da varanda a via reluzente no infinito e no entanto não estava perto de ser ouro ou planeta. Vênus agora regia o sistema Venar de erupções caóticas à Terra. O Sujeito via o sol mais claro e denso da varanda e se protegia com as mãos de tanta luz. Ou melhor, via Vênus. Via inclusive uma nova Lua que acidentalmente se reconstituíra da explosão do sol. Chamaram-na Sol. Tínhamos Sol e Lua de luas no céu, agora também de sóis portanto. Sol era lua e Vênus era sol, mas Lua continuava tão lua quanto antiga Lua. De tamanho declínio Lunar, em miséria estrelas da antiguidade somadas às estrelas compartilhadas da implosão solar, estas que também levaram o nome de sóis, vieram a brilhar tão quase mais que a Lua, tão quase. A real Lua tornara-se Meia-Lua quando o sol tornara-se Lua e Vênus o sol, e agora como Meia-Lua regia meias marés e meias brisas em solos em que o Sujeito preocupava-se com a falta de ventos ondulados e ondas aventadas, sem contar que os dias tornaram-se mais longos pois Vênus funcionava como luz no presente cosmo, e era natural que de mais perto irradiaria chamas que de mais demorariam a sumir. Também o que chamavam de noite virou o Pós-Dia, que não deixa de ser Dia, diante de complicações como a luz excessiva de estrelas que pintavam o céu de branco-azulado mesmo quando Vênus se punha, e ficava o céu azul esbranquiçado também pela luz do Sol que agora funcionava à noite como lua. O Dia agora era Dia quando era dia e quando caía a noite, e o Sujeito na varanda contemplava seu azar cósmico. Não comia pois não sabia quando sentir fome e também não bebia pois a sede já se fora e voltara e mudara, nem ao menos dormir conseguia com tanta luz, fosse dia ou noite ou pós-dia, tentava o breu que não vinha. Quando à luz acontecia o fechar de olhos, à luz o Sujeito os forçava a abrir e acordar inclusive se tornara um problema, ficava então de olhos fitados aos céus iluminados afinal a Noite Escura já não existia desde que o ex-sol explodira.

3 comentários:

indivídua disse...

oi, indiquei selos para o teu blog. abraço

Jenuíno disse...

Como é bom descobrir lugares com um ar de excelente...

Já estou te seguindo, espero que me siga tbm...

Um abraço do Rafah!
http://eternizadoempalavras.blogspot.com/

paradigmas universal disse...

um trafico de informações celestes, cuidado os Deuses se retiram em seus túmulos astrais.

me visita mlk doido