11 de setembro de 2011

O Agrião, a Alface e a Couve

O agrião pergunta a alface.
"Que tempo faz o tempo hoje?"
A alface não sabe responder e agonizante avermelha suas cores agonizante, alaranja-se e arosa-se e avermelha-se em todos os gradientes solares até o matar-se.

O agrião redestina a couve.
"Que tempo faz o tempo hoje?"
E se doura a couve em exuberância sem fim até que vira ouro reluzente e ouro não presta, e lha pegam viva por sua lindíssima lindérrima cor e a comem, como se morta em suicídio.

O agrião cansado a si mesmo.
"Que tempo faz o tempo hoje?"
De perguntar o tempo a fio perdeu o tempo o agrião, reduziu a si todos os segundos de sua vida contados, e tal qual as outras se colore em quaisquer cores menos a verde, de desgosto de questionar para sempre o tempo sem portanto sempre deixá-lo solto para que alguém o viva plenamente.

Um comentário:

Paulo Victor disse...

Muito criativo a poesia, muito bem escrita!