8 de janeiro de 2012

Espiritualizando Dé Preto

Por conversas de telefone Dé transita embora passe por todas intacto já que a cobrar de seu correspondente vocal. Mesmo que cobre dos seus confidentes cobra mais a si mesmo por ouvir o que não quer e ter de digerir considerações que não pudera pensar em lidar neste momento específico da vida de subordinação às massas e ao individual que por tanto se torna inclusive maciço perante a Dé, a ponto de deixá-lo se sentir pequeno perto do seu subconsciente seletivo. Dé por vezes prefere não se intrometer no quebra-cabeça da sua vida, o que o leva a desconsiderar sua espiritualização diária. Desespiritualizado Dé torna-se vazio dia a dia até que perceba por conversas por telefone que precisa de novos motivos para viver. Trata-se de aprender a interpretar seus sonhos por si mesmo, sem qualquer interferência por qualquer que seja de terceiros que creem saber muito da vida. Trata-se de aprender a fazer em vez de apenas analisar e portanto tornar-se -mente ativo. Trata-se de escolher ideias específicas e as vestir na testa em cor vermelha para que não haja dúvida para terceiros que se dizem queridos pelas costas de quem muda. Dé precisa encontrar-se em meio às conversas. Conversa não certo do quê, e embora abstraído pela noite, preocupa-se. Busca paz em si antes de tentar fazer a vida acontecer. O que acontecer há de deslizar em vez de ser empurrado pelas mãos de Dé que, apesar de tudo, cansaram-se de segurar telefones. 

Um comentário:

mariana prudêncio andreto disse...

Gostei do texto,bem escrito *-*