19 de dezembro de 2014

e a árvore caiu na tempestade

o sublime. o chocar entre o momento de olhar e o momento de reconhecer. o chocalho não é à toa. barulha a favor ou contraluz. pode não ser visto se não for ouvido. pode não ser visto se não se incluir na paisagem. nascido na vontade de exprimir o inexportável. declara ser seu objetivo 1. as paixões e 2. a propriedade das coisas que, pela experiência, sabe que influenciam as paixões. a natureza circundante poderá ser melhorada. nascido mesmo da vontade de exprimir o inexprimível, o gosto pelo sublime prevalece sobre o gesto pelo belo. o sublime traz uma qualidade de extrema força ou amplitude que é ligada ao sentimento de inacessibilidade diante do incomensurável e provoca espanto inspirado pelo medo ou pelo respeito que se eleva, que se sustenta no ar, reações estéticas nas quais a sensibilidade se volta para aspectos extraordinários e grandiosos considerados hostis e misteriosos, que desenvolvem afinal o sentido da solidão. a vida já é bastante infecta. não tem bem como fugir disso tudo.

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